{"id":7212,"date":"2020-07-13T00:00:00","date_gmt":"2020-07-12T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cbh.es\/pt\/olive-mosca\/"},"modified":"2022-06-13T08:50:49","modified_gmt":"2022-06-13T08:50:49","slug":"olive-mosca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/balam.es\/pt\/olive-mosca\/","title":{"rendered":"Mosca-da-azeitona"},"content":{"rendered":"<p>Entre as pragas mais importantes do olival, destaca-se sem d\u00favida a <strong> mosca-da-azeitona<\/strong>, a qual determina a qualidade e a quantidade de frutos que se produzem nas zonas de cultivo. Juntamente com a tra\u00e7a da oliveira e a cochonilha, formam o trio das pragas prim\u00e1rias do\u00a0<strong>olival. <\/strong><\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Conhecida cientificamente pelo nome de <em> <strong> Batrocera oleae<\/strong><\/em><em>, <\/em> este inseto alimenta-se dos frutos da oliveira<em>\u00a0<strong>Olea europaea<\/strong><\/em>. \u00c9 capaz de procriar tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es por ano e passa o inverno num ambiente subterr\u00e2neo, na forma de cris\u00e1lida.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, t\u00eam-se propiciado as<strong>\u00a0condi\u00e7\u00f5es de campo perfeitas<\/strong>\u00a0para a prolifera\u00e7\u00e3o desta importante <strong> praga do olival. <\/strong><\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: t\u00edtulo ---><\/p>\n<h2><strong> Descri\u00e7\u00e3o da mosca-da-azeitona <\/strong><\/h2>\n<p><!-- - \/ wp: header ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Esta praga \u00e9 um inseto da fam\u00edlia da ordem da<strong>\u00a0Diptera <\/strong> (como a mosca dom\u00e9stica), caracterizada por possuir apenas um par de asas, como as moscas, mosquitos e mutucas, entre outros insetos menos conhecidos. Na fase larval, alimenta-se da polpa da <strong> azeitona <\/strong> (o fruto da oliveira).<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Na fase de cris\u00e1lida, passa a maior parte do inverno, geralmente no subsolo. Em contrapartida, os adultos surgem na primavera (de abril a maio). Depois de fecundadas, as f\u00eameas colocam os ovos nos frutos que est\u00e3o a meio da matura\u00e7\u00e3o, ou seja, nem muito verdes nem muito maduros.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Decorrem cerca de 3 a 4 semanas, desde a coloca\u00e7\u00e3o dos ovos at\u00e9 ao fim do per\u00edodo larval, para que <strong> se transforme a cris\u00e1lida\u00a0<\/strong>no interior do fruto e este caia ao solo. A\u00ed, a larva passa a cris\u00e1lida e continua o seu desenvolvimento no subsolo.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Este ciclo pode produzir at\u00e9 <strong> tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es por ano<\/strong>, sendo a \u00faltima a mais prejudicial. \u00c9 preciso lembrar que o seu \u00fanico alimento \u00e9 o <strong> fruto da oliveira <\/strong>.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Essas <strong> moscas <\/strong> s\u00e3o muito comuns em zonas com ver\u00f5es quentes e secos, portanto a intensidade do ataque desta praga depende das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e da gest\u00e3o agron\u00f3mica da cultura.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: image {\"align\": \"center\", \"id\": 6133, \"width\": 479, \"height\": 512, \"sizeSlug\": \"large\"} ---><\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><\/div>\n<p><!-- - wp: t\u00edtulo ---><\/p>\n<h2><strong> Danos causados \u200b\u200bpela mosca-da-oliveira <\/strong><\/h2>\n<p><!-- - \/ wp: header ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Os efeitos da <strong> praga <\/strong> <em> <strong> Batrocera oleae <\/strong> <\/em> nas planta\u00e7\u00f5es de oliveiras, especificamente nos frutos, classificam-se como danos diretos e indiretos.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Entre os <strong> danos diretos <\/strong> est\u00e3o a picada da azeitona (vis\u00edvel a olho nu) e a abertura de min\u00fasculos corredores e galerias pelas larvas, que penetram na polpa da fruta e da qual se alimentam.<br \/>\n<!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Estes danos afetam fortemente a quantidade de <strong> frutos s\u00e3os,\u00a0<\/strong> para a produ\u00e7\u00e3o de azeitonas de mesa ou para a produ\u00e7\u00e3o de azeite, reduzindo o peso e o rendimento da produ\u00e7\u00e3o. E pode representar perdas de at\u00e9 30% por colheita.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Entre os <strong> danos indiretos<\/strong>, est\u00e1 inclu\u00edda a cria\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao desenvolvimento e infec\u00e7\u00e3o dos frutos, por parte de fungos e bact\u00e9rias, atrav\u00e9s das galerias abertas pelas moscas. Estes frutos tornam-se \u00e1cidos e desenvolvem odores desagrad\u00e1veis,\u00a0que afetam negativamente seu <strong> sabor. <\/strong><\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: image {\"align\": \"center\", \"id\": 6131, \"sizeSlug\": \"large\"} ---><\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><\/div>\n<p><!-- - wp: t\u00edtulo ---><\/p>\n<h2><strong> Tratamentos contra a mosca-da-azeitona <\/strong><\/h2>\n<p><!-- - \/ wp: header ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Para combater a <strong> mosca-da-oliveira<\/strong>, \u00e9 necess\u00e1rio implementar algumas medidas de <strong> controlo de pragas <\/strong> na gest\u00e3o agron\u00f3mica do olival. A supervis\u00e3o, atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o permanente da cultura, \u00e9 a chave para a dete\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o oportuna de sistemas de erradica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios <strong> tratamentos preventivos<\/strong>, que visam fundamentalmente evitar a prolifera\u00e7\u00e3o dos esp\u00e9cimes adultos e s\u00e3o os mais aplicados na agricultura convencional.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Nos sistemas da\u00a0<strong>agricultura tradicional<\/strong>, ao detectar uma incid\u00eancia de frutas picadas (n\u00e3o superior a 2%), pode-se realizar um <strong> tratamento de controlo por engodo. Este engodo consiste na mistura de uma massa que atrai com um inseticida permitido. <\/strong><\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Nesse caso, o engodo \u00e9 distribu\u00eddo uniformemente em <strong> 25% <\/strong> da superf\u00edcie da cultura. Desta forma, a mosca \u00e9 atra\u00edda por um alimento envenenado e a popula\u00e7\u00e3o de praga \u00e9 reduzida.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Se a detec\u00e7\u00e3o dos frutos picados chegar aos 8%, este tratamento deve ser estendido para <strong> 100% <\/strong> da superf\u00edcie de cultivo, com o objetivo de garantir a elimina\u00e7\u00e3o de todos os esp\u00e9cimes adultos e larvas menores.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Na <strong> agricultura biol\u00f3gica<\/strong>, tamb\u00e9m s\u00e3o aplicadas armadilhas maci\u00e7as para capturar os esp\u00e9cimes adultos, utilizando garrafas de pl\u00e1stico com fosfato de biam\u00f3nio ou papel\u00f5es embebidos em deltametrina, com a feromona da\u00a0<strong>mosca-da-azeitona <\/strong> e carbonato de am\u00f3nio como atrativo.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, t\u00eam sido promovidos estudos cient\u00edficos com fungos e bact\u00e9rias, que visam principalmente gerar tratamentos integrados ou o combate biol\u00f3gico contra a <strong> mosca-da-azeitona. <\/strong> Embora os avan\u00e7os sejam lentos, muito foi alcan\u00e7ado a esse respeito.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>De momento, est\u00e3o identificadas uma enorme diversidade de esp\u00e9cies associadas \u00e0s\u00a0<strong>popula\u00e7\u00f5es de moscas-da-azeitona\u00a0<\/strong>e que atuam sobre estas como hospedeiras ou predadoras. Nesta fauna associada, destaca-se o potencial do uso como <strong> controle biol\u00f3gico <\/strong> nas zonas de cultivo.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: t\u00edtulo ---><\/p>\n<h2><strong> Algumas estrat\u00e9gias para controlar a mosca-da-azeitona <\/strong><\/h2>\n<p><!-- - \/ wp: header ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Existem muitas <strong> estrat\u00e9gias <\/strong> que podem ser realizadas para melhorar a produ\u00e7\u00e3o nos olivais e prevenir ou combater eficazmente os <strong> ataques da mosca-da-azeitona<\/strong>. Entre elas, a mais importante \u00e9 a <strong> sele\u00e7\u00e3o das variedades menos atraentes <\/strong> para esta praga.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Se definiu uma determinada variedade e esta \u00e9 sens\u00edvel ao ataque desta praga em particular, deve antecipar a <strong> colheita dos frutos <\/strong> para que seja poss\u00edvel reduzir a percentagem de perdas por picadas e galerias. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m permite garantir um melhor aproveitamento do azeite.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Considere a possibilidade de remover todos os <strong> frutos das \u00e1rvores <\/strong> na primavera, dessa forma \u00e9 evitado o pico de infesta\u00e7\u00e3o que ocorre sempre nessa esta\u00e7\u00e3o. Complemente com a instala\u00e7\u00e3o de um <strong>engodo\u00a0envenenado,\u00a0<\/strong>para reduzir a popula\u00e7\u00e3o adulta na \u00e1rea.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Ao usar <strong> inseticidas<\/strong>, escolha os de menor impacto ambiental e mantenha-se atualizado sobre os avan\u00e7os cient\u00edficos, referentes aos m\u00e9todos de controle <strong> integrado ou biol\u00f3gico<\/strong>. Assim, pode transformar o seu sistema agron\u00f3mico num <strong> sistema de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel <\/strong>.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p><!-- - wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>Uma vez terminado o inverno, implemente a\u00e7\u00f5es que permitam destruir <strong> as cris\u00e1lidas\u00a0<\/strong>presentes no solo. Dessa forma, diminuir\u00e1 significativamente o n\u00famero de esp\u00e9cimes que se desenvolver\u00e3o para adultos.<\/p>\n<p><!-- - \/ wp: par\u00e1grafo ---><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as pragas mais importantes do olival, destaca-se sem d\u00favida a mosca-da-azeitona, a qual determina a qualidade e a quantidade de frutos que se produzem nas zonas de cultivo. Juntamente com a tra\u00e7a da oliveira e a cochonilha, formam o trio das pragas prim\u00e1rias do\u00a0olival. 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