{"id":7173,"date":"2020-01-09T00:00:00","date_gmt":"2020-01-08T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cbh.es\/pt\/xylella-fastidiosa-uma-ameaca-global-que-atinge-nosso-pais\/"},"modified":"2022-06-15T11:37:59","modified_gmt":"2022-06-15T11:37:59","slug":"xylella-fastidiosa-uma-ameaca-global-que-chega-ao-nosso-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/balam.es\/pt\/xylella-fastidiosa-uma-ameaca-global-que-chega-ao-nosso-pais\/","title":{"rendered":"Xylella fastidiosa, uma amea\u00e7a global que chega ao nosso pa\u00eds."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o v\u00ednhamos anunciando. Em 2013, todos os protocolos de alarme foram ativados em It\u00e1lia. A bact\u00e9ria <a href=\"https:\/\/cbh.es\/cbh-y-la-xylella-fastidiosa\/\"> Xylella fastidiosa <\/a>estava a\u00a0causar verdadeiros estragos no sudeste do pa\u00eds transalpino, especificamente na regi\u00e3o de Puglia. Em 2015, ocorreram casos isolados em pa\u00edses vizinhos, como Fran\u00e7a e Portugal. No entanto, at\u00e9 h\u00e1 poucos meses atr\u00e1s, o nosso pa\u00eds parecia estar a salvo do ataque virulento da Xylella. Nada est\u00e1 mais longe da realidade. Enquanto empresa especialista em <strong> planta\u00e7\u00f5es intensivas de olivais <\/strong> e <strong> planta\u00e7\u00f5es de olivais de alta densidade<\/strong>, na BALAM n\u00e3o deixamos de expressar o nosso assombro face ao auge de uma bact\u00e9ria com consequ\u00eancias t\u00e3o letais para as oliveiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!-- - mais ---><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros epis\u00f3dios (leves) de Xylella fastidiosa em Espanha, ocorreram h\u00e1 alguns meses nas Ilhas Baleares, especificamente em Palma de Maiorca. Das ilhas Pitiusanas, a Xylella atingiu a Comunidade Valenciana, sendo Alicante o primeiro foco de alerta no territ\u00f3rio peninsular. As respetivas autoridades j\u00e1 ativaram diversos protocolos de a\u00e7\u00e3o e emerg\u00eancia, com o objetivo de atenuar os danos causados \u200b\u200bpela bact\u00e9ria. \u00c9 preciso lembrar que at\u00e9 o momento n\u00e3o existe um m\u00e9todo eficaz, confi\u00e1vel e definitivo para erradicar a Xylella, de forma que cada pa\u00eds estabeleceu diferentes medidas com o objetivo comum: erradicar este organismo o m\u00e1ximo poss\u00edvel.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/cbh.es\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/640_visactu-xylella-fastidiosa-la-bacterie-tueuse-qui-menace-la-production-dhuile-dolive-15a47136142.jpg \"> <img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1389 aligncenter \" title=\" Mapa com os pa\u00edses da UE afetados pela Xylella. Fonte: goo.gl\/YYV9sH \" src=\" https:\/\/cbh.es \/wp-content\/uploads\/2017\/08\/640_visactu-xylella-fastidiosa-la-bacterie-tueuse-qui-menace-la-production-dhuile-dolive-15a47136142.jpg \" alt=\" \" \/> <\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante dos acontecimentos ocorridos em Alicante, o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural da Junta de Andaluc\u00eda emitiu um comunicado convocando uma reuni\u00e3o da Mesa Fitossanit\u00e1ria. O Minist\u00e9rio deixa claro que a Andaluzia, por enquanto, \u00e9 um territ\u00f3rio livre da Xylella. No entanto, a nossa comunidade aut\u00f3noma n\u00e3o baixa a guarda e continua a lutar para impedir que uma das bact\u00e9rias mais agressivas que a agricultura europeia conheceu, destrua os milh\u00f5es de hectares de <strong> olivais <\/strong> dispostos em toda a Andaluzia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o devemos esquecer que a Andaluzia \u00e9, ano ap\u00f3s ano, o principal exportador de azeite virgem extra do mundo, especificamente 75% do azeite espanhol que \u00e9 exportado, provem de olivais localizados na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.europapress.es\/andalucia\/noticia-exportaciones-aceite-oliva-andalucia-baten-record-2016-superan-primera-vez-2500-millones -20170224143407.html \"> Andaluzia. <\/a> Em fevereiro deste ano foi alcan\u00e7ado um novo recorde, ultrapassando os 2.500 milh\u00f5es de euros pela primeira vez, segundo dados de <a href=\" http: \/\/ www. extenda.es\/web\/opencms\/extenda\/noticias\/noticia_1758.html \"> Ag\u00eancia Andaluza de Promo\u00e7\u00e3o Externa <\/a> (mais conhecida como EXTENDA).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/cbh.com\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/1be130c619_75469_cicadelleok1.jpg\"> <img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1390 aligncenter\" title=\"Close-up do Xylella fastidiosa. Fonte: goo.gl\/Jo2hka \" src=\" https:\/\/cbh.es\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/1be130c619_75469_cicadelleok1.jpg \" alt=\" \" \/> <\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esta situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 surpreendente que a prote\u00e7\u00e3o seja fundamental para o governo andaluz. A preven\u00e7\u00e3o, a vigil\u00e2ncia e a colabora\u00e7\u00e3o entre organiza\u00e7\u00f5es oficiais, cooperativas e agricultores s\u00e3o essenciais para unir for\u00e7as na elimina\u00e7\u00e3o da Xylella. De janeiro de 2015 a junho de 2017, foram realizadas mais de 160 interven\u00e7\u00f5es na Andaluzia, que resultaram na colheita de cerca de 1.250 amostras de mat\u00e9ria vegetal, submetendo-as a um teste de deten\u00e7\u00e3o. Por prov\u00edncias, o maior n\u00famero de a\u00e7\u00f5es ocorreu em M\u00e1laga (50), C\u00e1diz (24), Ja\u00e9n (22), C\u00f3rdoba (19), Almer\u00eda (17), Sevilha (15), Granada (10) e Huelva (9) .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho de preven\u00e7\u00e3o e conten\u00e7\u00e3o \u00e9, portanto, a chave para retardar a propaga\u00e7\u00e3o da Xylella fastidiosa, na Andaluzia. Veremos se os olivais andaluzes t\u00eam um destino diferente do que aconteceu nos olivais de Portugal, Fran\u00e7a e It\u00e1lia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cbh.es\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/olivos-alentejoi.jpg\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 o v\u00ednhamos anunciando. Em 2013, todos os protocolos de alarme foram ativados em It\u00e1lia. A bact\u00e9ria Xylella fastidiosa estava a\u00a0causar verdadeiros estragos no sudeste do pa\u00eds transalpino, especificamente na regi\u00e3o de Puglia. 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