{"id":7146,"date":"2020-01-09T00:00:00","date_gmt":"2020-01-08T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cbh.es\/pt\/por-que-o-azeite-e-tao-caro\/"},"modified":"2022-04-27T10:31:49","modified_gmt":"2022-04-27T10:31:49","slug":"por-que-e-que-o-azeite-e-tao-caro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/balam.es\/pt\/por-que-e-que-o-azeite-e-tao-caro\/","title":{"rendered":"Por que \u00e9 que o azeite \u00e9 t\u00e3o caro?"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 a pergunta mais frequente entre consumidores, produtores e comerciantes nas \u00faltimas semanas. As cont\u00ednuas subidas e descidas do pre\u00e7o de venda do azeite no mercado espanhol, podem comprometer uma ind\u00fastria que n\u00e3o vive o seu melhor momento. Para compreender as mudan\u00e7as no pre\u00e7o de um litro de azeite, teriam que ser compreendidos diferentes fatores-chave. O primeiro deles \u00e9 o clima. Sem d\u00favida, o outono est\u00e1 sendo mais quente do que o normal, com temperaturas que em muitas localidades &#8211; centros mundiais de azeite como C\u00f3rdoba ou Ja\u00e9n &#8211; ultrapassam em m\u00e9dia 17 graus. Os produtores e agricultores lamentam as colheitas obtidas porque o clima n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel para os\u00a0<strong>olivais intensivos e olivais de alta densidade<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>. Apesar de possuir um sistema de <strong>rega\u00a0no olival,\u00a0<\/strong> equipado com a tecnologia mais avan\u00e7ada e vanguardista do momento, o <strong> olival <\/strong> n\u00e3o produz grandes colheitas. As altas temperaturas num outono muito ameno, s\u00e3o combinadas com a aus\u00eancia de precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O <strong> olival <\/strong> \u00e9 uma cultura tradicionalmente localizada em \u00e1reas geogr\u00e1ficas de sequeiro, mas esta cultura tamb\u00e9m necessita de \u00e1gua da chuva. No entanto, a falta de chuvas s\u00f3 piora uma situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 por si delicada. No final da vindima 2014\/2015, um bom n\u00famero de olivais estar\u00e1 em estado de esgotamento. Al\u00e9m disso, se n\u00e3o chover nos pr\u00f3ximos meses, os <strong> olivais <\/strong> v\u00e3o enfraquecer a pr\u00f3xima campanha de 2016. Isso \u00e9 no que diz respeito \u00e0 Espanha. Outros pa\u00edses como a It\u00e1lia justificam o aumento do pre\u00e7o do azeite devido \u00e0 virul\u00eancia do <a href=\"https:\/\/cbh.es\/la-xylella-fastidiosa-arrasa-el-south-de-italia\/\"> <strong> Xylella Fastidiosa <\/strong> <\/a>, uma bact\u00e9ria que h\u00e1 meses vem destruindo <strong> olivais <\/strong> no sul do pa\u00eds, especificamente na regi\u00e3o da Ap\u00falia e na cidade de <a href=\"http:\/\/&quot;http:\/\/www.leccenews24.it\/attualita\/salviamo-gli-ulivi-dalle-iene-la-cura-anti-xyella-sviluppata-dalla-ricerca-targata-copagri.htm&quot;\">Lecce<\/a>.<\/p>\n<p>Produtores e cooperativas de azeite, apontam outras circunst\u00e2ncias que podem ajudar a compreender o porqu\u00ea do pre\u00e7o do azeite apresentar tantas mudan\u00e7as. Por um lado, existe a Tun\u00edsia. O pa\u00eds africano \u00e9 um dos produtores mais competitivos e importantes na comercializa\u00e7\u00e3o de azeite. Na \u00faltima campanha, a Tun\u00edsia foi o maior fornecedor de mat\u00e9ria-prima. Se os n\u00fameros de crescimento fornecidos pelas cooperativas tunisinas, continuarem na dire\u00e7\u00e3o certa como t\u00eam sido at\u00e9 agora, a Tun\u00edsia poder-se-\u00e1 revelar como um dos maiores rivais na luta mundial, liderada por Espanha, It\u00e1lia e Gr\u00e9cia, na conquista da hegemonia da produ\u00e7\u00e3o mundial de azeite. Como se tudo isto n\u00e3o bastasse, este pa\u00eds mediterr\u00e2neo possui uma importa\u00e7\u00e3o mais flex\u00edvel. Veremos o que acontecer\u00e1 poucos meses antes do encerramento financeiro e produtivo de 2015.<\/p>\n<p>Por outro lado, dada a mudan\u00e7a cont\u00ednua no pre\u00e7o do azeite, muitos consumidores optaram por comprar outro <a href=\"https:\/\/cbh.es\/aceite-de-oliva-tipos-variedades-y-sabores\/\">\u00a0tipo de azeite, <\/a> especificamente \u00f3leos de sementes como girassol ou gergelim. Este tipo de \u00f3leo tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lido para a cozinha, \u00e9 mais barato que o azeite e possui in\u00fameros benef\u00edcios nutricionais. Uma tend\u00eancia crescente tem sido a comercializa\u00e7\u00e3o de azeites frescos de origem org\u00e2nica. Sem d\u00favida, neste jogo de marcas, pre\u00e7os e tipos de azeites, o azeite \u00e9 quem sai mais prejudicado. Perante esta situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o poucas as vozes cr\u00edticas e especializadas que apelam a uma pol\u00edtica de pre\u00e7os mais un\u00e2nime e que contribua para dar uma imagem de coes\u00e3o aos produtores nacionais de azeite.<\/p>\n<p>Cerca de 200 profissionais reuniram-se recentemente em Madrid, no \u00e2mbito do X Congresso Espanhol de Azeite, organizado pela revista especializada <a href=\"http:\/\/www.revistaalcuza.com\/REVISTA\/cabecerasypies\/PortadaHome.asp \"> <strong> Alcuza. <\/strong> <\/a> O objetivo do encontro foi fazer uma an\u00e1lise aprofundada do setor do azeite, analisando diferentes fases como a produ\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e posterior exporta\u00e7\u00e3o. O encontro contou com a presen\u00e7a de empres\u00e1rios e especialistas do olival. Um dos temas mais debatidos, tem sido a urg\u00eancia de encontrar uma solu\u00e7\u00e3o est\u00e1vel que garanta o pre\u00e7o do azeite. Para Pedro Barato, presidente da Interprofesional, o setor precisa de pre\u00e7os est\u00e1veis, que n\u00e3o estejam numa temporada subindo pelo telhado e na pr\u00f3xima caindo por terra. Opini\u00e3o semelhante \u00e9 oferecida por Crist\u00f3bal Gallego, presidente da Jaencoop. Para Gallego, \u00e9 preciso encontrar um mecanismo que garanta o equil\u00edbrio adequado entre oferta e demanda. No mesmo sentido, Cinta Faiges, CEO do Grupo Faiges (composto por diversas empresas ligadas ao azeite), salientou que a flutua\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos pre\u00e7os com subidas e descidas, nada mais faz do que desacreditar o setor e criar confus\u00e3o no consumidor. Citado acima, a subida do pre\u00e7o do azeite est\u00e1 restringindo o consumo do produto pela popula\u00e7\u00e3o. Diante do aumento irrefre\u00e1vel do ouro l\u00edquido (hoje mais do que nunca), os consumidores optaram por comprar outros tipos de \u00f3leos de sementes, em vez de frutas. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 de Pedro Dom\u00ednguez, Diretor de Neg\u00f3cios da <a href=\"http:\/\/www.nielsen.com\/es\/es.html\"> Nielsen <\/a>. Para Dom\u00ednguez, as vendas de azeite ca\u00edram em m\u00e9dia 8%, registando-se um aumento de 5% no consumo de \u00f3leo de girassol e outros \u00f3leos de semente. Como dados a considerar, as principais organiza\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas tamb\u00e9m t\u00eam exigido uma pol\u00edtica de pre\u00e7os est\u00e1vel que proporcione seguran\u00e7a e tranquilidade aos consumidores. (Fonte: Olimerca).<\/p>\n<p>[A flutua\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do azeite s\u00f3 aumenta. Neste ver\u00e3o, o pre\u00e7o do azeite virgem extra foi superior a 3,89 euros por quilo. Os escassos stocks de liga\u00e7\u00e3o com que se iniciou a campanha atual, somados a uma produ\u00e7\u00e3o inferior a 900.000 toneladas, fizeram com que mais de 80% dos engenhos tenham sa\u00eddo e os stocks sejam m\u00ednimos. A esta situa\u00e7\u00e3o junta-se a fraca produ\u00e7\u00e3o de azeite estimada em 837,7 mil toneladas, com uma queda de 53%. Os <strong> olivais <\/strong> est\u00e3o a atravessar uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. Enquanto isso, produtores e agricultores continuar\u00e3o exigindo a estabilidade dos pre\u00e7os, diante de problemas iminentes para as lavouras, como o ataque da Xylella Fastidiosa ou a aus\u00eancia de chuva.<\/p>\n<p>A alternativa continua a ser a aposta em olivais rent\u00e1veis \u200b\u200bque garantam um bom investimento, atrav\u00e9s de projectos inovadores de reconvers\u00e3o de olivais. Entre em contato conosco pelo telefone 957 81 33 81<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 a pergunta mais frequente entre consumidores, produtores e comerciantes nas \u00faltimas semanas. 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