{"id":7142,"date":"2020-01-09T00:00:00","date_gmt":"2020-01-08T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cbh.es\/pt\/o-olival-uma-cultura-milenar\/"},"modified":"2022-04-27T10:29:46","modified_gmt":"2022-04-27T10:29:46","slug":"o-olival-uma-cultura-milenar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/balam.es\/pt\/o-olival-uma-cultura-milenar\/","title":{"rendered":"O olival: uma cultura milenar"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 not\u00f3ria a import\u00e2ncia do olival na hist\u00f3ria da Humanidade. Nas primeiras civiliza\u00e7\u00f5es do Egito e da Mesopot\u00e2mia, a oliveira era considerada uma \u00e1rvore m\u00e1gica, ancestral e quase milagrosa. Da polpa do azeite era obtido o preparo de pomadas, cremes e b\u00e1lsamos para tratar as feridas dos guerreiros. Mas qual \u00e9 a origem da oliveira? Na CBH queremos mergulhar na hist\u00f3ria de uma das culturas mais importantes para o homem. Assim, as modernas <strong> planta\u00e7\u00f5es de olival intensivo, <a href=\"https:\/\/cbh.es\/olivar-plant\/\"> planta\u00e7\u00f5es de oliveiras\u00a0<\/a> <\/strong> e <strong> planta\u00e7\u00f5es de oliveiras de <\/strong><strong>alta densidade <\/strong> n\u00e3o seriam hoje o que s\u00e3o se n\u00e3o existisse um precedente, um fato particular por onde come\u00e7ar.<\/p>\n<p>A viagem ao longo da hist\u00f3ria nos levar\u00e1 a diferentes pa\u00edses e culturas ligadas, de uma forma ou de outra, \u00e0 oliveira. Segundo pesquisas de diversos autores, a origem da oliveira, como planta e cultivo, est\u00e1 na It\u00e1lia, especificamente em alguns restos f\u00f3sseis de folhas de oliveira encontrados em Mongardino, It\u00e1lia. Usando a mitologia grega como fonte de informa\u00e7\u00e3o, alguns te\u00f3ricos colocam o nascimento desta planta numa disputa entre as divindades gregas Atenas, deusa da guerra, e Poseidon, deus do mar. O vencedor desta batalha tornar-se-ia o protetor de Atenas. Poseidon esmagou o seu tridente contra uma rocha da qual emergiu um cavalo, enquanto Atenas ofereceu ao povo grego uma bela oliveira, s\u00edmbolo de fertilidade e natureza. Outros estudos colocam a P\u00e9rsia como um cen\u00e1rio primitivo, em oposi\u00e7\u00e3o ao Egito ou Creta. Independentemente da origem, o que fica claro \u00e9 que a oliveira foi utilizada por todas estas culturas da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Nos primeiros jogos ol\u00edmpicos realizados em Atenas, os vencedores receberam uma coroa de folhas de oliveira como s\u00edmbolo de paz e respeito pelo outro, significado que continua at\u00e9 hoje. A oliveira, em geral, e o azeite em particular, t\u00eam um peso indiscut\u00edvel no desenvolvimento do cristianismo. Alguns exemplos s\u00e3o o Livro do G\u00e9nesis. Este manual afirma que uma pomba deu um ramo de oliveira a No\u00e9 para celebrar o fim do dil\u00favio universal. No livro do \u00caxodo, Deus d\u00e1 a Mois\u00e9s as chaves para preparar um unguento com azeite e especiarias que serviria para ungir o povo. A B\u00edblia cont\u00e9m v\u00e1rias refer\u00eancias espec\u00edficas \u00e0 oliveira e ao azeite. Assim, a oliveira e o azeite sempre foram valorizados pela sua pureza.<\/p>\n<p>Do s\u00e9culo 16 a.C. os fen\u00edcios espalharam o azeite pela pen\u00ednsula grega. Eles tamb\u00e9m alcan\u00e7am as ilhas. Por sua vez, os gregos levaram a oliveira para It\u00e1lia e Tun\u00edsia onde foram formadas as primeiras extens\u00f5es dedicadas a esta cultura. Numa das muitas e extensas rotas comerciais, os fen\u00edcios introduziram a safra em Espanha. O olival ocupava grandes extens\u00f5es de terra em toda a regi\u00e3o da Baetica (Andaluzia) e parte da costa mediterr\u00e2nea. As planta\u00e7\u00f5es tornaram-se mais not\u00e1veis \u200b\u200be os hectares de terra dedicados \u00e0 oliveira aumentaram consideravelmente. Roma, capital do Imp\u00e9rio, importava azeite da Hisp\u00e2nia (um antigo nome cunhado pelas tropas romanas para descrever a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica) transportado em \u00e2nforas de barro queimadas. De Roma, o \u00f3leo foi distribu\u00eddo para outros lugares como Sic\u00edlia, N\u00e1poles (principalmente a cidade de Pomp\u00e9ia) e Cal\u00e1bria. Para os romanos, o &#8220;oleum&#8221; era uma necessidade b\u00e1sica da qual ningu\u00e9m deveria ser privado.<\/p>\n<p>O dom\u00ednio dos \u00e1rabes deixou vest\u00edgios na arquitetura e na gastronomia espanholas, mas tamb\u00e9m significou a entrada de novas variedades de oliveiras do Norte de \u00c1frica, especialmente no vale do Guadalquivir (C\u00f3rdoba, Sevilha e Ja\u00e9n). A influ\u00eancia do povo \u00e1rabe foi tamanha que a palavra azeite vem da palavra &#8220;al-zait&#8221; cujo significado \u00e9 &#8220;sumo de azeitona&#8221;. Os \u00e1rabes deram uma boa conta do uso do azeite na cozinha, introduzindo-o em ensopados tradicionais como o guisado de borrego, al\u00e9m de melhorar as instala\u00e7\u00f5es de cultivo, alterando o sistema de apanha e poda da oliveira ou mesmo introduzindo estrume como base de planta\u00e7\u00e3o. Tal como na B\u00edblia, tamb\u00e9m no Alcor\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancias aos benef\u00edcios e caracter\u00edsticas do azeite. Sunas 24 e 35 confirmam isso.<\/p>\n<p>A expuls\u00e3o do povo \u00e1rabe do territ\u00f3rio espanhol n\u00e3o pode ser entendida sem dois eventos cruciais para a hist\u00f3ria da Espanha. A primeira \u00e9 a coroa\u00e7\u00e3o dos Reis Cat\u00f3licos Isabel e Fernando de Arag\u00e3o, e a segunda, a descoberta da Am\u00e9rica em 1492 por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo. A aventura empreendida por Colombo e outros marinheiros serviu para divulgar o olival para al\u00e9m do territ\u00f3rio europeu \/ asi\u00e1tico. Em diferentes viagens, as caravelas transportaram oliveiras de Sevilha e C\u00f3rdoba para o M\u00e9xico, Peru, Argentina e Calif\u00f3rnia. Por volta de 1560, uma grande porcentagem dos pa\u00edses latinos cultivavam oliveiras com a mesma frequ\u00eancia com que colhiam milhete, quinoa ou batata-doce. Hoje \u00e9 poss\u00edvel encontrar azeite de produ\u00e7\u00e3o local com a mesma qualidade do azeite produzido na Andaluzia ou Extremadura.<\/p>\n<p>Atualmente, Espanha \u00e9 o maior produtor mundial de azeite extra virgem, seguida de perto por It\u00e1lia, Gr\u00e9cia, Tun\u00edsia e Portugal, todos pa\u00edses localizados na bacia do Mediterr\u00e2neo. A n\u00edvel nacional, o maior volume de azeitona e azeite prov\u00e9m dos olivais localizados na Andaluzia (70%), Castilla La Mancha (7%), Extremadura (5%), Catalunha (4%) e algumas \u00e1reas do levante espanhol como a Comunidade Valenciana e Arag\u00e3o. O azeite, ess\u00eancia da dieta mediterr\u00e2nea, mais uma vez ultrapassou fronteiras e alcan\u00e7ou mercados emergentes tradicionalmente &#8220;estranhos&#8221; ao cultivo, como Jap\u00e3o, Nova Zel\u00e2ndia, China, Austr\u00e1lia, Pol\u00f3nia e at\u00e9 mesmo Brasil. A internacionaliza\u00e7\u00e3o do azeite virgem extra de origem 100% andaluza e a adapta\u00e7\u00e3o aos novos ritmos da produ\u00e7\u00e3o mundial s\u00e3o os dois desafios mais importantes que o azeite enfrenta. Veremos o que o futuro reserva para uma safra global que evoluiu intacta desde o seu nascimento at\u00e9 os dias de hoje. Como sempre, falaremos sobre isso na CBH, empresa especializada em <strong> olivais intensivos, olivais de alta densidade <\/strong> e <strong> olivais <\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 not\u00f3ria a import\u00e2ncia do olival na hist\u00f3ria da Humanidade. 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