{"id":7139,"date":"2020-01-09T00:00:00","date_gmt":"2020-01-08T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cbh.es\/pt\/a-ascensao-dos-olivais\/"},"modified":"2022-04-27T09:19:18","modified_gmt":"2022-04-27T09:19:18","slug":"a-ascensao-dos-olivais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/balam.es\/pt\/a-ascensao-dos-olivais\/","title":{"rendered":"A ascens\u00e3o dos olivais"},"content":{"rendered":"<p>Os <strong> olivais de alta densidade <\/strong> e os <strong> olivais intensivos <\/strong>crescem a um ritmo impar\u00e1vel em todo o territ\u00f3rio nacional. \u00c0s \u00e1reas em que tradicionalmente esta cultura \u00e9 maiorit\u00e1ria (Andaluzia, Extremadura e Catalunha) devem-se adicionar outras \u00e1reas geogr\u00e1ficas como Castela e Le\u00e3o, M\u00farcia e Comunidade Valenciana. A oliveira, e especificamente os <strong> olivais<\/strong>, s\u00e3o uma aposta segura em tempos de crise. Neste ano, o n\u00famero de hectares dedicados \u00e0 olivicultura aumentou consideravelmente.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o do azeite subiu nos \u00faltimos meses, entre 40 e 50%. De acordo com <a href=\"http:\/\/www.infaoliva.com\/\"> <strong> Infaoliva <\/strong> <\/a>, os propriet\u00e1rio de lagares de azeite, os corretores vieram ao mercado para comprar azeites virgens extra a um pre\u00e7o de cerca de 3,68 euros \/ quilo. O custo dos azeites virgens \u00e9 de 3,3 euros \/ quilo contra os lampantes de 3,10 \/ quilo. Com base nesses valores, o <a href=\"http:\/\/www.internationaloliveoil.org\/\"> <strong> IOC (Comit\u00ea Internacional do Vinho) <\/strong> <\/a> indicou que os pre\u00e7os do azeite subiram em compara\u00e7\u00e3o com as safras dos anos anteriores. Al\u00e9m do mercado espanhol, tamb\u00e9m em outros pa\u00edses com grande tradi\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de azeite, o pre\u00e7o subiu. \u00c9 o caso de It\u00e1lia, Gr\u00e9cia ou Tun\u00edsia. De novembro at\u00e9 ao presente m\u00eas de julho, o azeite internacional procedente dos pa\u00edses mencionados s\u00f3 cresceu. No entanto, a qualidade, fama e reputa\u00e7\u00e3o do ouro l\u00edquido espanhol est\u00e1 acima de outros azeites mundiais.<\/p>\n<p>Ano ap\u00f3s ano, a produ\u00e7\u00e3o de azeite espanhol representa entre 50% e 60% do azeite mundial. Um valor a ter em conta se valorizarmos os crit\u00e9rios geogr\u00e1ficos, hist\u00f3ricos e at\u00e9 meteorol\u00f3gicos. Espanha, Gr\u00e9cia, It\u00e1lia, Tun\u00edsia e Portugal s\u00e3o os produtores mais conhecidos do mundo, ao lado do Chile, Austr\u00e1lia e Argentina. Mas h\u00e1 novos atores no cen\u00e1rio mundial do azeite. O Brasil, a \u00c1frica do Sul, a \u00cdndia, a Ge\u00f3rgia ou a China iniciaram um processo sem precedentes, na explora\u00e7\u00e3o de olivais intensivos e de alta densidade. Actualmente, o n\u00famero total de pa\u00edses produtores de azeite \u00e9 de 47. O aumento dos produtores mundiais de azeite gera opini\u00f5es divergentes. Alguns especialistas em olivicultura, destacam que pa\u00edses sem qualquer tipo de tradi\u00e7\u00e3o oliv\u00edcola n\u00e3o devem iniciar a produ\u00e7\u00e3o de azeite porque existe um novo risco de descompasso entre oferta e procura, enquanto outros especialistas defendem que o azeite deve ir mais longe do que os mais conhecidos fabricantes mediterr\u00e2neos.<\/p>\n<p>A febre do azeite, proveniente dos olivais intensivos e de alta densidade parece n\u00e3o ter fim. Nas palavras de Juan Vilar, professor da <strong> Universidade de Ja\u00e9n <\/strong> \u201ca cada 10 segundos consome-se, no mundo, uma tonelada de azeite\u201d. Os motivos que justificam o consumo impar\u00e1vel do azeite virgem extra parecem estar associados aos seus benef\u00edcios, eixo central da dieta mediterr\u00e2nica. Como dado aned\u00f3tico, cabe mencionar que a \u00c1frica \u00e9 o segundo produtor mundial de azeite cuja origem est\u00e1 na olivicultura. O continente africano produz mais de 320.000 toneladas de azeite por ano, distribu\u00eddas em pa\u00edses como Egito (2.500 hectares \/ ano), Marrocos (mais de 70.000 hectares \/ ano) e at\u00e9 Madagascar. Tamb\u00e9m n\u00e3o devemos esquecer a China e os Estados Unidos, dois dos pa\u00edses terceiros onde se consome a maior quantidade de azeite virgem extra, virgem e normal.<\/p>\n<ul>\n<li><strong> Preocupa\u00e7\u00f5es com as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>A onda de calor africana nas \u00faltimas semanas amea\u00e7a prejudicar a qualidade dos olivais. As altas temperaturas e a falta de chuvas prejudicam as expectativas lisonjeiras da pr\u00f3xima campanha no olival. Organiza\u00e7\u00f5es como <a href=\"http:\/\/www.upa-andalucia.es\/\"> <strong> UPA Andaluc\u00eda <\/strong> <\/a> ou <strong> <a href=\"http: \/\/ www. coag.org\/\">COAG <\/a> <\/strong> salientam que a chuva leve ou muito leve na primavera, n\u00e3o tem sido suficiente para manter os n\u00edveis de \u00e1gua adequados nos <strong> olivais intensivos <\/strong> e <strong> olivais de alta densidade<\/strong>. O aumento da temperatura provoca alta transpira\u00e7\u00e3o e as reservas de \u00e1gua s\u00e3o perdidas imediatamente. Alguns grupos prop\u00f5em solu\u00e7\u00f5es de curto a m\u00e9dio prazo, como antecipar a colheita e aumentar a irriga\u00e7\u00e3o, apesar dos custos altos de energia.<\/p>\n<p>As primeiras estimativas indicam que o clima afetar\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o do valor final da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, em cerca de 10%. Nas comunidades aut\u00f3nomas, a Andaluzia manteve os n\u00edveis produtivos face a uma diminui\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel nas terras de Castela e Le\u00e3o. Os efeitos do calor tamb\u00e9m s\u00e3o sentidos nas \u00e1rvores frut\u00edferas, cereais variados e vinhas. A seca afeta cerca de 470.000 hectares de lavouras. Embora a oliveira disponha de mecanismos internos pr\u00f3prios para se defender da seca (ra\u00edzes muito extensas e profundas para aproveitar a \u00faltima gota de \u00e1gua), isso n\u00e3o \u00e9 suficiente. Nestes dias, a Comiss\u00e3o Executiva e os respons\u00e1veis \u200b\u200bpela <a href=\"http:\/\/www.upa-andalucia.es\/\"> <strong> UPA-Andaluc\u00eda <\/strong> <\/a> pediram ao <a href=\"http:\/\/www.juntadeandalucia.es\/agriculturaypesca\/portal\/\"> <strong> Ministra da Agricultura <\/strong> <\/a>, Carmen Ortiz, a abertura urgente de uma &#8216;Mesa de Seca&#8217; para melhorar a colheita em olivais, vinhas, \u00e1rvores de fruto, cereais e \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Entre as medidas adicionais \u00e0 &#8216;Mesa de Seca&#8217;, <a href=\"http:\/\/www.upa-andalucia.es\/\"> <strong> UPA-Andaluc\u00eda \u00a0<\/strong><\/a>lan\u00e7ou um plano para garantir a sobreviv\u00eancia do gado e 18 outras medidas para refor\u00e7ar o tecido agr\u00f3nomo andaluz. Da mesma forma, a organiza\u00e7\u00e3o tem um interesse especial na cria\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de um programa de promo\u00e7\u00e3o com o qual se pretende melhorar a internacionaliza\u00e7\u00e3o das culturas andaluzas, a visibilidade e, claro, a qualidade do produto final. Investir em P &amp; D &amp; i para ser mais competitivo \u00e9 outra das linhas principais do plano de melhoramento agr\u00edcola. O apoio \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o e \u00e0 biotecnologia possibilitaria a obten\u00e7\u00e3o de plantas resistentes ao ataque de insetos, pragas ou mesmo \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do uso de produtos fitossanit\u00e1rios e de recursos extremamente escassos como a \u00e1gua.<\/p>\n<p>Na<strong>\u00a0CBH <\/strong> juntamo-nos \u00e0 situa\u00e7\u00e3o preocupante dos\u00a0<strong>olivais<\/strong>, <strong> olivais intensivos <\/strong> e <strong> olivais de alta densidade e confiamos que um acordo ser\u00e1 alcan\u00e7ado brevemente entre o <a href=\"http:\/\/www.juntadeandalucia.es\/agriculturaypesca\/portal\/\"> <strong> Minist\u00e9rio da Agricultura <\/strong> <\/a> e <a href=\"http:\/\/www.upa-andalucia.es\/\"> <strong> UPA-Andaluc\u00eda,\u00a0<\/strong> <\/a> para melhorar a qualidade do olival andaluz.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os olivais de alta densidade e os olivais intensivos crescem a um ritmo impar\u00e1vel em todo o territ\u00f3rio nacional. \u00c0s \u00e1reas em que tradicionalmente esta cultura \u00e9 maiorit\u00e1ria (Andaluzia, Extremadura e Catalunha) devem-se adicionar outras \u00e1reas geogr\u00e1ficas como Castela e Le\u00e3o, M\u00farcia e Comunidade Valenciana. 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